Também conhecido por unha-do-diabo, o Hárpago é utilizado há milénios por várias tribos africanas e foi uma das primeiras plantas medicinais que viu a sua composição ser investigada na Europa, ainda no séc. XIX.

É rico em iridóides com acção anti-inflamatória, nomeadamente no processo de inflamação e destruição das cartilagens.

Contém ainda outras substâncias fitoquímicas, como os betasitosteróis, que inibem a formação de prostaglandinas.

Esta planta está indicada para o tratamento das dores osteoarticulares, lombalgias, cervicalgias, bursites, epicondilites, fibrosites, cefaleias e artrite reumatóide. É uma boa alternativa aos fármacos anti-inflamatórios e não tem os efeitos adversos destes. No mecanismo da inflamação (cascata inflamatória do ácido araquidónico), não inibe a COX 1, como fazem a maioria dos AINE (anti-inflamatórios não esteróides).

Consequentemente, não provoca úlceras gástricas e duodenais.

A sua mais-valia a nível anti-inflamatório é a inibição da 5-lipoxigenase e das citocinas inflamatórias, um mecanismo de acção que os AINE não têm.

Estimula o funcionamento do fígado, melhorando as dispepsias e o apetite. É também coadjuvante no tratamento de febres e alergias.

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Vindo da samambaia (planta considerada um “fóssil vivo”, já que não tem “parentes”), o extrato de Ginkgo Biloba é  talvez o suplemento mais utilizado na dificuldade de memorização, em todas as idades.

Ginkgo Biloba é uma árvore que pode viver até mil anos e já há muito que os seus efeitos são conhecidos pois desde 2600 AC que se encontram descrições de benefícios na asma e bronquite.

Há mais de 40 compostos descritos mas, os efeitos devem-se essencialmente aos flavonóides e terpenóides presentes nas folhas.

Os flavonóides enquanto antioxidantes protegem  as células nervosas, músculo cardíaco, vasos sanguíneos e células da retina;

Os terpenóides melhoram a circulação sanguínea através da dilatação dos vasos sanguíneos (vasodilatador) e é um inibidor do factor activador de plaquetas contribuindo para a redução da viscosidade do sangue.

O extracto de Ginkgo Biloba promove o aumento do fluxo sanguíneo às extremidades. Este mecanismo de acção poderá explicar os seus efeitos na memória e faculdades mentais.

Essa planta demonstrou em vários estudos possuir efeitos positivos na concentração, retenção e memorização.

A Ginkgo, além de melhorar o processo circulatório cerebral é também um potente antioxidante capaz de ajudar no funcionamento cerebral (Vesper e Hansgen – 1994).

A Comissão Alemã E reconheceu os seus benefícios nos casos de problemas de memória, distúrbios na concentração, condição emocional depressiva, tontura, vertigem, zumbido no ouvido e dor de cabeça.

O uso de Ginkgo Biloba com aspirina, ticlopidina, antiagregantes plaquetários e anticoagulantes é contra indicado devido ao potencial risco de hemorragia. Pode potencializar a acção dos IMAO.

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É uma planta da família crassulaceae, adaptogénica, que cresce nas regiões frias do mundo (Árctico), zonas montanhosas de todo o mundo: Ásia central, Europa (Alpes, Pirenéus), Escandinávia, Islândia, Grã-Bretanha e Irlanda.

Rhodiola Rosea é uma planta nativa da Sibéria árctica, internacionalmente conhecida como raiz de Ouro, raiz dourada ou raiz do Árctico (Kelly, 2001).

Há séculos que as raízes da Rhodiola têm sido usadas pelas culturas da Europa oriental e asiática para melhorar a resistência física, diminuir o tempo de recuperação após exercício intenso e o rendimento de trabalho, a longevidade, a resistência a doenças provocadas por altas latitudes, e para tratar fadiga, depressão, anemia, impotência, indisposição gastro intestinal, infecções e desordens do sistema nervoso. (Richard, 2002).

Por ser adaptogénica ajuda a resistir/adaptar ao stress físico, químico ou emocional sem perturbar o normal funcionamento do corpo.

Regula os batimentos cardíacos e melhora a memória.

Muito procurada também pelos seus efeitos antidepressivos, ansiolíticos e imunoestimulantes.

Os extractos de Rhodiola parecem proteger as células dos danos externos e interferir na produção de neurotransmissores e na produção de ATP (energia).

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Eleutherococcus senticosus é um pequeno arbusto da família Araliaceae nativa do nordeste da Ásia (China, Japão e Rússia). Muitas vezes, é conhecido como Ginseng siberiano (nome proibido nos EUA), eleuthero ou Ciwujia.

O Eleutherococcus tem uma história de mais de 2000 anos de uso na medicina tradicional chinesa, onde é conhecido como CI Wǔ AIJ.

As suas raízes possuem propriedades estimulantes, ansiolíticas e adaptogénicas, (estimula o Sistema nervoso central, aumenta o rendimiento físico e intelectual). Reforça a imunidade estimulando as defesas do organismo e atenua a toxicidade de certos antimitóticos (quimioterapia). Potencializa a resistência das células do cérebro aos efeitos da isquemia. Aumenta a acuidade mental e resistência física sem a desvantagem que acompanha os produtos com cafeína.

Na fitoterapia chinesa o Eleutherococcus é usado por pessoas com supressão da medula óssea causada por quimioterapia ou radioterapia, angina, hipercolesterolemia e neurastenia com dor de cabeça, insónia e falta de apetite.

A capacidade da Eleutherococcus para aumentar a resistência levou os atletas olímpicos soviéticos a usá-lo para melhorar a sua perfomance. Exploradores, mergulhadores, marinheiros e mineiros usam eleutherococcus para evitar doenças relacionadas com o stress. Após o acidente de Chernobyl, foi dado a muitos cidadãos russos, para neutralizar os efeitos da radiação.

Na Alemanha Comissão E aprovou eleutherococcus como tónico em caso de fadiga e debilidade, quando a capacidade para o trabalho ou concentração estão em declínio, e durante a convalescença. Outros usos para eleutherococcus são para condições inflamatórias crónicas e tradicionalmente para astenia funcional (Bruneton, 1995).

Os resultados das investigações farmacológicas do Eleutherococcus foram resumidos em livro por IV Dardymov e E. l. Khasina (1993).

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É um fosfolípido vital ao cérebro (componente de gordura da membrana celular) criado pelo corpo, que desempenha funções vitais, tais como mover nutrientes para as células e bombear os resíduos dos produtos para fora delas.

Antigamente este nutriente era retirado do cérebro de bovinos o que foi proibido após a doença das “vacas loucas”.

O nutriente de origem vegetal utilizado como suplemento alimentar (obtido a partir da lecitina de soja), pode melhorar a função cognitiva e aumentar várias actividades a nível cerebral, como a memória.

Baseado na evidência sugere-se que a Fosfatidilserina pode ajudar a diminuir a confusão mental e depressão nos idosos e é amplamente utilizada para este fim, na Itália, Escandinávia e no resto da Europa. Também tem sido comercializada como um "estimulante para o cérebro" para as pessoas de todas as idades e é dito que aguça a memória e aumenta a capacidade de pensar.

Recentemente tem sido usada como suplemento desportivo para ajudar os culturistas e atletas de elite a construir músculos maiores e mais fortes.

A FDA, aceita a afirmação de que a Fosfatidilserina pode reduzir o risco de demência em idosos e pode reduzir o risco de disfunção cognitiva em idosos".

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O ginseng (Panax sp.) da família das Araliaceae, é uma planta utilizada na medicina chinesa há mais de 5000 anos para incrementar a longevidade e a qualidade de vida. O Panax ginseng é a espécie mais estudada e disponível comercialmente dessa planta. Outra espécie, Panax quinquefolius (ginseng americano), é cultivada no oeste dos EUA e exportada para a China.

O nome ginseng é derivado de uma palavra chinesa que significa "raiz-homem", porque a raiz tem um formato semelhante às pernas de um homem.

A parte medicinal da planta é a sua raiz de crescimento lento, colhida após quatro a seis anos, quando seu teor global de ginsenosídeo - o ingrediente activo principal do ginseng - atinge o máximo.

Existem treze ginsenosídeos ao todo. O Panax ginseng também contém panaxanos, substâncias que podem reduzir os níveis de açúcar no sangue (glicose) e polissacarídeos, moléculas complexas de açúcar que fortalecem o sistema imunológico.

O ginseng "branco" consiste simplesmente na raiz desidratada, enquanto o ginseng "vermelho" consiste na raiz aquecida no vapor e desidratada.

De uma forma geral o Panax Ginseng usa-se como fitoterápico e as acções manifestadas por esta planta medicinal originaram a criação de um novo grupo de fármacos denominados de adaptogénios. Estes produtos são caracterizados por serem capazes de normalizar lentamente o organismo, quando este se encontra sob stress ou com as resistências naturais diminuídas por infecções, ou mesmo quando haja perda de vitalidade física e intelectual por efeito do envelhecimento.

Ajuda a estimular a função cerebral e a combater a ansiedade e depressão associada a menopausa.

Estão ainda descritas as suas actividades: antiviral, antiagregante e antioxidante e de tónico cardíaco.

A Comissão E Alemã reconheceu os benefícios do Panax Ginseng como tónico revigorante e fortificante em situações de fadiga e debilidade, nas capacidades físicas diminuídas assim como em situações de convalescença.

Deve ser utilizado com precaução em pessoas com pressão arterial alta não controlada. Não é recomendado durante a gravidez, a amamentação ou para pessoas com cancro da mama.

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Paullinia cupana Kunth, vulgarmente chamado guaraná, guaranazeiro e uaraná, é uma trepadeira originária da Amazónia. Utilizado pelos índios da Amazónia há milhares de anos, cresce espontaneamente neste local.

A Universidade de Northumbria realizou, em 2007, um estudo que confirmou um aumento na performance cognitiva e uma redução na fadiga mental em 129 adultos saudáveis (entre os 18 e os 24 anos de idade) que fizeram um suplemento com guaraná, vitaminas e minerais.

É uma das plantas mais ricas em cafeína. Contém também teobromina e teofilina, outros alcalóides do grupo das xantinas que, como a cafeína, estimulam o sistema nervoso, aumentam a secreção de sucos gástricos (melhorando a digestão) e são broncodilatadores e diuréticos. Possui ainda catequinas e epicatequinas com acção antioxidante e antiagregante plaquetária.

É um tónico, regulador da energia do organismo. Faz parte da composição de muitas bebidas energéticas. Estimula o sistema nervoso, sendo utilizado para evitar a fadiga em atletas (aumentando as performances).
Ajuda a aumentar os níveis de energia para uma resposta imediata, ajuda a reforçar a resistência do corpo ao stress e fadiga e melhora a reactividade e vigilância.

Precauções - São as mesmas do café. Deve ser usado com cautela em pessoas com hipertensão arterial, palpitações, com distúrbios do sistema nervoso ou problemas de insónias

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É uma raiz cultivada pelos povos indígenas dos Andes da Bolívia e é cultivada nos Andes há milhares de anos.

É extremamente rica nutricionalmente e contém 31 diferentes elementos: vitaminas do complexo B, vitamina C e E, cálcio, zinco, ferro, magnésio, fósforo, bem como aminoácidos, antioxidantes, alcalóides e esteróis. Os aminoácidos Ácido L-Aspártico e L-Arginina têm uma importância fundamental para o metabolismo celular, participando no ciclo de Krebs vital para a produção de energia.

A Maca floresce em condições onde quase nenhuma outra planta consegue sobreviver, a altitudes acima dos 4.000m, com ventos gélidos e um calor abrasador. Esta capacidade de resistência poderá ajudar a explicar as suas propriedades benéficas e energéticas.

Propriedades benéficas da Maca - Aumenta a libido e melhora a função sexual - Promove o equilíbrio hormonal em homens e mulheres - Alivia sintomas da menopausa - Aumenta a resistência contra doenças e fortalece a imunidade - Aumenta a energia, a resistência e vigor - Reduz o stress e melhora a qualidade do sono.

Para o Homem: Há milhares de anos que os povos nativos da Bolívia e do Peru usam a raiz de Maca para melhorar a libido e as suas capacidades reprodutivas.

Desde que foi "redescoberta pela ciência moderna", a Maca, e os suplementos de maca, tornaram-se populares como uma forma segura e natural de melhorar a vitalidade, o desejo e desempenho sexuais.

Para a Mulher: Os povos nativos da Bolívia usam a raiz de Maca para tratar diversos problemas de saúde femininos, desde a infertilidade a disfunções menstruais e problemas associados à menopausa.

Na América do Norte, alguns naturopatas e médicos sugerem que a Maca é uma alternativa segura à TSH (Terapia de Substituição Hormonal), para o equilíbrio hormonal e para melhorar a função sexual.

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O Lúpulo (Vinha do norte) é uma trepadeira europeia da espécie Humulus lupulus, da família Cannabaceae. É um herbáceo perene, volúvel, vivaz, originário da Europa, e mais conhecido como o principal ingrediente da cerveja. No calor do cozimento da mistura, o lúpulo libera as suas resinas de sabor amargo, dando à cerveja sabor característico.

Tem uma história longa e comprovada de uso como planta, sobretudo devido aos seus efeitos sedativos, calmante e ligeiramente antidepressivo a nível do corpo e da mente.

As propriedades medicinais que se destacam no lúpulo são: Anafrodisíaco, antibacteriano, antiespasmódico, diurético, emenagogo, hipnótico, relaxante muscular e sedativo.

Pesquisas mostram que o Lúpulo pode actuar como um fito estrógeno (um produto químico natural conhecido por imitar a acção do estrogénio). Como os níveis de estrogénio diminuem durante a menopausa, algumas mulheres tomam lúpulo, a fim de aliviar os sintomas da menopausa. De fato, um estudo de 2006, descobriu que a ingestão diária de lúpulo ajudou a aliviar os sintomas da menopausa (como as ondas de calor). O estudo envolveu 67 mulheres na menopausa, o tratamento durou 12 semanas.

Uma recente pesquisa japonesa (2013) demonstrou que compostos do lúpulo são capazes de inibir a multiplicação do vírus respiratórios, contribuindo com a protecção contra a pneumonia, gripes e constipações.

Juntar lúpulo com valeriana pode ajudar a tratar a insónia, de acordo com uma pesquisa de 2010, publicada no Australian Family Physician. A pesquisa incluiu 16 estudos previamente publicados, 12 dos quais descobriram que o uso de valeriana por conta própria ou em combinação com Lúpulo ajudou a melhorar a qualidade do sono e diminui a quantidade de tempo que leva para adormecer.

Pode causar sonolência, e diminuir a libido.

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Valeriana L. é nome de um género de plantas herbáceas perenes da família das valerianáceas, nativas da Europa e do norte da Ásia — porém amplamente distribuídas pelo planeta. Inclui mais de 200 espécies.

A valeriana é usada como planta medicinal pelo menos desde o tempo dos antigos gregos e romanos. Hipócrates descreveu as suas propriedades, e mais tarde Galeno receitou-a como remédio para a insónia.

É amplamente utilizada para a insónia; melhora muitos aspectos do sono e não cria dependência. Proporciona pois, um sono natural, com qualidade, sem habituação.

Estudos demonstram que a valeriana não reduz apenas o tempo para adormecer, mas também o número de vezes que se acorda durante a noite, provocando assim um sono mais longo e profundo, sem causar uma sensação de desorientação ao despertar. É especialmente útil a pessoas que são tão hiperactivas que não conseguem relaxar.

A valeriana acalma todos os tipos de stress, mas não interfere no poder de concentração e por isso muitos estudantes usam-na durante o período de exames.

Para algumas pessoas pode demorar 2 a 4 semanas antes de se notarem melhoras nos padrões do sono e na disposição.

Para além do efeito sedativo, tem também efeito calmante, antiespasmódicas, sonífero relaxante, anti convulsionante.

Pelo seu efeito calmante, algumas farmacopeias e sistemas de medicina tradicionais também indicam seu uso como auxiliar digestivo e nos casos de cólicas abdominais de fundo nervoso.

A valeriana pode aumentar perigosamente os efeitos de barbitúricos, álcool e medicamentos contra a ansiedade.

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A camomila-vulgar, camomila ou camomila-alemã (Matricaria recutita) é uma planta da família Asteráceas de origem europeia e cresce principalmente em climas amenos.

Rica em flavonóides e cumarina, a camomila tem acção estimulante da cicatrização, antiespasmódica e calmante.

A propriedade medicinal mais conhecida da camomila é a que está ligada ao alívio de qualquer condição dos órgãos do aparelho digestivo. É especialmente boa para melhorar a digestão, favorecer a expulsão dos gases intestinais, aliviar dores estomacais, evitar náuseas ou vómitos e para o tratamento de outras doenças como cólicas, gastrites, úlceras gástricas, etc.

Esta planta funciona ainda como antialérgico da pele (alergias, dermatites, eczemas, picadas de insectos), olhos (conjuntivites) ou na rinite alérgica.

As suas propriedades sedativas são suaves mas ajudam a aliviar alguns dos sintomas produzidos pela depressão ou o stress.

Princípios activos da camomila:

Um estudo publicado no Journal of Prosthetic Dentistry demonstrou que a camomila diminui a estomatite (inflamação nas gengivas) em pacientes que se encontravam a fazer quimioterapia

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A Gilbardeira (Ruscus aculeatus L.) da família das Liliaceae é um arbusto vivaz comum na zona da Europa mediterrânica, estando igualmente presente no Sudoeste da Ásia e no Norte de África.

A Gilbardeira contém rutósido, um venotónico que favorece a contracção das veias e, portanto, circulação de retorno; saponósidos esteroídicos que são vasoconstritores, diuréticos e anti-inflamatórios; contendo também flavonóides, sais de potássio e óleo essencial.

Os rizomas e raízes apresentam a maior concentração de ruscogeninas, sendo estas as partes da planta utilizadas para fins medicinais.

Propriedades medicinais: adstringente, anti-seborréica, depurativo, anti-séptica, aromática, cicatrizante, desinfetante, diurética, estimulante, laxante, lipolítica, sudorífica, tónica.

A Gilbardeira é tradicionalmente utilizada no tratamento da insuficiência venosa e das suas manifestações, como as varizes, flebites, fragilidade capilar, e hemorróidas.

Ensaios demonstraram que a ruscogenina não actuaria unicamente sobre a resistência vascular, mas sim que estaria relacionado com uma acção conjunta desta substância e dos flavonóides, determinando um efeito vitamínico P, o que permite realizar duas funções: reduzir a permeabilidade capilar e aumentar a sua resistência (Weindorf N., et al., 1987).

Se à tonificação dos tecidos, com a consequente melhoria da circulação venosa(Van Houtte, 1986; Bouskela E. et al., 1994), juntarmos o seu suave efeito diurético (Margelon C., 1988; Berg D., 1992)., está explicado o seu sucesso no tratamento da celulite.

A ESCOP e a Comissão E Alemã recomendam o rizoma de Gilbardeira como coadjuvante no tratamento dos sintomas associados à insuficiência venosa crónica, nomeadamente pernas pesadas, cansadas e dolorosas.

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A Vitis vinífera é a espécie de videira (Vitis sp.) da família das Vitaceae , originária da Ásia, é cultivada em todas as regiões de clima temperado e a mais usada  para a produção do vinho na Europa.

Contém taninos e vitamina P (rutina): dão maior resistência às paredes venosas e diminuem a permeabilidade dos capilares, impedindo a formação de edemas (inchaço).

O extrato de  Vitis vinifera é padronizado em 95% de proantocianidinas, além de ser composto por antocianinas e resveratrol.

As proantocianidinas da videira vermelha proporcionam efeitos benéficos no organismo humano tendo um potente efeito antioxidante que atua contra os radicais livres e actua no tratamento e prevenção de doenças cardiovasculares ligadas ao metabolismo de lipídios, particularmente na produção de HDL e inibição da oxidação das lipoproteínas de baixa densidade LDL e inibindo a agregação plaquetária.

A Vitis vinifera confirmou de forma inquestionável  o efeito venoprotetor provavelmente relacionado ao seu efeito antioxidante. Os resultados deste estudo demonstraram  melhoria da função renal associada à redução dos níveis de peroxidação lipídica, fortalecendo a hipótese relativa ao efeito antioxidante da Vitis vinifera. É ideal para tratar pernas pesadas e cansadas e veias varicosas.

Os extratos de diferentes variedades de uvas empregadas possuem ação antioxidante superior à vitamina C, devido à presença de compostos tanicos e flavonóicos nesses extratos.

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A bétula (Vidoeiro) ou Betula pendula., é o nome de um género de árvores da família Betulaceae, cujo tronco é coberto por uma casca branco-prateado, que pode ser utilizada como planta medicinal devido às propriedades que possui (estimulante e depurativa). É natural da Europa e Ásia.

A bétula serve para auxiliar no tratamento de cólicas renais, cistite, uretrite, icterícia, dores musculares, irritação da pele, psoríase, gota, calvície, caspa, crescimento dos cabelos e para purificar o sangue. A partir do século XII começa a ser citada como cicatrizante.

A bétula tem propriedades antirreumática, antisséptica, anticonvulsiva, depurativa, diurética, cicatrizante, sudorífica, anti-seborreica, laxante, tónica e estimulante digestiva.

As folhas têm propriedades diaforéticas e diuréticas (promovidas pelas saponinas e sobretudo pelos glucósidos flavonóicos). A diurese que se obtém é caracterizada por um aumento da eliminação da água e não dos sais.

As folhas ajudam na presença de reumatismo, gota, litíase renal e na prevenção da formação de litíase.

Útil na celulite, na medida em que ajuda no seu desaparecimento e no aparecimento dos nódulos de fibras conectivas, a que se junta uma acção de eliminação do ácido úrico e do colesterol.

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O óleo de Onagra é extraído das sementes da planta de Onagra, uma planta selvagem que se encontra na América do Norte, Europa e algumas partes da Ásia.

O valor do óleo de onagra reside no facto deste ser rico em ácidos gordos essenciais polinsaturados (também conhecidos como vitamina F). Tais ácidos são fundamentais na nossa nutrição, já que realizam as mais variadas funções no corpo humano (são parte integrante da estrutura de cada célula), sendo por isso importantes a todo o metabolismo. Aliás, o nosso organismo não consegue produzi-los, obtendo-os apenas através da alimentação.

O óleo de onagra é constituído essencialmente por ácido linoleico (cerca de 70%) e por ácido gama-linolénico ou GLA (Omega 6), como também é conhecido, (entre 7 % a 10%).

Tomado durante séculos para promover a saúde, sabemos agora que o GLA promove uma boa actividade celular.

O Óleo de Onagra ajuda a manter o equilíbrio natural das hormonas ajudando na menopausa, a melhorar a saúde da pele, a prevenir e combater as dores nas articulações as artrites reumatóides e a dormência nos membros, a tratar as deficiências de memória, a secura cutânea e queda de cabelo.

Estudos clínicos mostraram que o Óleo de Onagra, tomado durante a segunda metade do ciclo, diminui a síndrome pré-menstrual agindo sobre as suas manifestações: depressão, irritabilidade, tensão mamária, dores abdominais, retenção de líquidos, cefaleias.

O Óleo de Onagra é igualmente benéfico ao nível cardiovascular, uma vez que ajuda a regular os níveis de colesterol e melhorar a circulação sanguínea.

Esta planta, que chegou ao continente Europeu no século XV, era conhecida como a Planta que cura o Rei, pois era frequentemente utilizada pelas cortes reais para resolver os mais diversos problemas que surgiam.

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A Soja (Glycine max) vem do japonês shoyu, é originária da China e do Japão, pertence à família Fabaceae (leguminosa).

As provas mais antigas de uso da soja provêm da China, datando de há cerca de 4000 anos, pelo menos. A soja também é mencionada no livro Pen Ts’oa Kong Mu, que data do ano 2838 aC. Nesse livro, escrito nessa época pelo Imperador da China, a soja é mencionada como um dos cinco deuses vegetais.

Os componentes bioactivos da soja são: aminoácidos, péptidos, fibra e isoflavonas.

As isoflavonas são os fitoestrogénios que mais possuem acção estrogénica.

Nos países asiáticos, onde existe maior consumo de soja, há menor incidência de osteoporose e cancro o que leva a pensar que uma alimentação à base desta leguminosa pode ajudar no controle e na prevenção de doenças.

As isoflavonas podem diminuir os sintomas da menopausa, tanto em intensidade quanto em frequência e podem ainda reduzir os níveis do colesterol e melhorar o rácio do LDL para o HDL.

Estas observações são constatadas a partir de estudos epidemiológicos feitos em regiões de alto consumo de soja, como no Oriente, já que mulheres japonesas apresentam 20% menos ondas de calor, quando comparadas às europeias.

As Isoflavonas de soja não são recomendadas para pessoas com deficiências na função da tiróide; a ingestão elevada deste suplemento não é recomendada durante a gravidez.

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A passiflora ou Passiflora incarnata L., também é conhecida como flor de maracujá, pertence à família das Passifloraceae e é originária do México.

Contém flavonóides e alcalóides que têm propriedades calmantes, resolvendo problemas de ansiedade, nervosismo, stresse, angústia e insónias, devolvendo ao individuo o controlo emocional. Ao contrário dos hipnóticos clássicos, não causa dependência.

Esta planta medicinal tem uma acção relaxante e anti-depressiva, analgésica, antiespasmódica, hipotensoras e sedativas.

É usada para ansiedade, dificuldades de concentração, depressão, nervosismo, relaxamento muscular, hiperactividade infantil, síndrome pré-menstrual, e espasmos gastro-intestinais de origem nervosa, hiperatividade infantil.

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O alcaçuz (Glycyrrhiza glabra; do grego γλυκὑῤῥιζα), da família das leguminosas e do gênero Glycyrrhiza, é uma planta selvagem, mas actualmente é cultivada em grande escala, devido ao valor da sua raiz. É habitual encontrá-lo no Sudeste Europeu e na Ásia.

Uma das utilizações mais comuns desta planta é como agente edulcorante, visto possuir um poder adoçante 50 vezes superior ao da sacarose (açúcar). Daí a origem do seu nome, Glycyrrhisa, do grego glykys que significa doce e riza, raiz.

É uma herbácea com uma longa história de uso para a digestão e suporte imunitário.

A raiz de alcaçuz é utilizada, aproximadamente num terço das fórmulas de plantas chinesas e a maioria destas fórmulas tratam de problemas reprodutivos femininos. Isto é uma indicação que esta planta possui uma versatilidade enorme. A raiz de alcaçuz contém, não apenas, precursores hormonais, mas também estimula a produção de estrogénio. Isto foi demonstrado com a redução de sintomas associados com a flutuação hormonal da menopausa.

O alcaçuz pode ainda beneficiar em casos de infecções respiratórias, como a bronquite, tosse, infecções dos brônquios, faringite, laringite e rouquidão. Esta planta actua ao facilitar a expectoração, acalmando a tosse e desinflamando as vias respiratórias. Possui uma acção antibiótica contra as bactérias que afectam os brônquios.

Recentemente, têm sido realizados inúmeros estudos sobre esta planta quanto à sua possibilidade de auxiliar o tratamento de viroses (nomeadamente o HIV, a hepatite B e o herpes) e, também de cancro, nomeadamente da próstata. Segundo alguns autores o alcaçuz é ainda útil nas curas de desintoxicação do tabaco porque ajuda a regenerar as mucosas respiratórias.

Não é recomendado durante a gravidez, na amamentação, ou para ser usado por pessoas com cancro.

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